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O PIANO

O piano é um instrumento de teclado extremamente complexo e somente o órgão tubular o ultrapassa. Os pianos habitualmente têm 88 teclas (alguns possuem 85) e, como cada oitava tem 12 notas (7 brancas e 5 pretas) afinadas em igual temperamento, ou seja, com intervalos iguais entre cada nota, o piano tem um total de 7 oitavas e 1/4 de oitava ou 3 notas.

TECLADO

A tecla se conecta com um complexo sistema de alavancagem chamado ação, que produz energia acústica através de movimento mecânico. As alavancas compõem um preciso sistema de controle de movimento cujo dispositivo de saída é um martelo coberto com feltro. Um leve movimento da tecla envia o martelo contra uma, ou um conjunto de cordas de aço tensionadas provocando a vibração. Um cavalete de madeira absorve parte da energia vibracional das cordas e a transmite para dentro do tampo harmônico – um organizado painel com certo grau de rigidez. De lá, a energia acústica reflete no ar produzindo a tonalidade desejada pelo pianista.

CORDAS

As cordas são produzidas e aço temperado e vão ficando mais grossas à medida que avança para os graves. A partir de certa nota o aço é recoberto com um fio de cobre para ter mais massa e passam a ser chamadas de bordão.

Cada martelo percute nos médios e agudos (em alguns pianos tem quatro cordas) dois ou três bordões nos médio-graves e um único bordão nos extremos graves (alguns com mais de uma camada de cobre).

TAMPO HARMONICO

Abaixo das cordas encontra-se a “alma” do piano, o tampo harmônico, um painel de madeira confeccionado com várias tiras coladas a intervalos regulares, formando uma grande membrana oscilante, responsável pela amplificação e projeção das vibrações das cordas.

O piano moderno (cerca de 100 anos) é construído com as cordas cruzadas, permitindo um maior comprimento das cordas mais graves, isto permite um melhor aproveitamento do tampo harmônico propiciando uma melhor resposta dos graves e um maior equilíbrio estrutural.

MARTELOS

A corda é percutida por um martelo revestido com feltro (nos modelos antigos o revestimento era em couro). Depois de percutir as cordas, o martelo volta imediatamente para trás, acionado pelo mecanismo de escape. A duração do contato do martelo com a corda é de 0, 0002 de segundo, aproximadamente.

ABAFADORES

Para cada nota (com exceção da região sobre aguda) existe um abafador que está constantemente sobre as cordas (por gravidade nos pianos de cauda e pressionados por mola nos verticais) e que tem como função cessar a vibração das cordas. O movimento individual dos abafadores é comandado pelo teclado (no conjunto pelo pedal). Quando uma tecla é apertada, o abafador desencosta da corda (ou conjunto) correspondente para que possa (possam) vibrar, retornando a encostar quando a tecla é solta.

PEDAIS

A maioria dos pianos tem dois pedais de expressão :
-o pedal esquerdo chamado abafador ou una corda;
-o pedal direito ou sustain.

O pedal esquerdo aciona mecanismos diferentes no piano vertical e no de cauda, embora o efeito sonoro seja semelhante. No piano de cauda, quando se aperta o pedal esquerdo, o mecanismo desloca se horizontalmente modificando o ponto de contato dos martelos com as cordas. No vertical, o conjunto dos martelos é aproximado das cordas encurtando sua trajetória, diminuindo a força de percussão. Em ambos o resultado é a diminuição de volume, acompanhada de uma leve mudança de timbre nos de cauda.

O pedal direito
levanta o conjunto de abafadores nos de cauda, nos verticais afasta das cordas, permitindo que todas as cordas vibrem livremente mesmo quando as teclas são soltas, gerando uma série de harmônicos que transmitem a sensação de amplificação.

O pedal do meio (ou 3º pedal) nem sempre existe nos pianos e, quando existe, sua função nem sempre é a mesma. Em alguns modelos é o sostenuto ou tonal, um pedal de expressão que mantém uma nota ou acorde, enquanto se utiliza ambas as mãos. Apesar de ser de enorme interesse musical, sua aplicação prática é limitada, já que poucos fabricantes o incluem e raros compositores e pianistas exploram suas possibilidades.

Em outro modelo é um pedal para estudos, o mecanismo interpõe uma cortina de feltro entre os martelos e as cordas, reduzindo consideravelmente o volume sonoro, mas sem qualquer possibilidade de equilíbrio do timbre. Alguns fabricantes também o usam como um pseudo sostenuto, um pedal igual ao direito, mas que atua somente nas três primeiras oitavas, aproximadamente, tornando, assim, discutível a sua importância musical.

Um fabricante desenvolveu, mais recentemente, um 4º pedal, para o piano de cauda, cuja função é análoga ao mecanismo una corda do piano vertical, aproximando os martelos das cordas e conseqüentemente diminuindo o volume.

Não só a parte mecânica ilustra a complexidade do piano. Ela estende-se, inclusive a madeira usada em sua construção que influirá significativamente na qualidade do instrumento. Os diferentes tipos de madeira propiciam diferentes propriedades mecânicas que são otimizadas para o uso em pianos.

O tempo para tratamento e a temperatura usada para secagem da madeira depende da espécie e da parte do piano onde ela será usada e este processo pode levar de 7 a 13 meses até a madeira estar pronta para uso.